Chegada a Sežana
Dia de viagem para a Eslovénia, que implicava uma viagem de avião de cerca de 3 horas para o aeroporto Marco Polo - Veneza - e uma ligação de carro para Sezana com a duração estimada de 1:40.
A chegada a esta cidade da Eslovénia estava prevista para as 14:00, o que acabou por acontecer muito mais tarde, pois o voo teve um atraso superior a uma hora e tudo se prolongou para mais tarde. Foi necessário reorganizar todo o percurso a partir de Veneza, mas tudo correu bem.
A chegada a Sezana, na sequência destes eventos, só ocorreu por volta das 18 horas, já com o ocaso a pronunciar-se.
Foi nesta altura que contactei pela primeira vez com a Diretora da Escola de Dutovlje, Miranda Novak, que me acompanhou de forma generosa e incansável no decurso das atividades na escola que lidera de forma tão generosa quanto irrepreensível, mas também durante toda a permanência nesta belíssima região da Eslovénia.
Foi também nesta altura que analisamos o programa de atividades da semana.
Foi depois tempo de descanso, antecipando as vivências esperadas, que por certo vão enriquecer a minha vida profissional e pessoal.
Antes desse descanso, tive ainda tempo para pesquisar alguns dados sobre esta região do país e para consultar os mapas da cidade. Deixo aqui uma síntese das pesquisas que fiz e que antecipa algumas das experiências que vivenciei em termos do conhecimento da zona em que se encontra a escola, que também vai ser minha durante esta semana.
Sežana, localizada no Planalto Cársico da Eslovénia, perto da Itália, é a sede do município de Sežana. A cidade está situada a 17 km de Trieste e a 80 km de Liubliana.
Até 1918, integrava a monarquia austríaca como sede do distrito homónimo na província do Litoral Austríaco. Cresceu após a construção da Ferrovia Austríaca do Sul, que ligava Viena a Trieste, tornando-se um centro importante no Planalto Cársico.
Após esta data foi anexada à Itália e fez parte da Província de Trieste. Durante o regime fascista, sofreu uma política de italianização forçada e violenta que levou muitos moradores a aderirem ao movimento antifascista TIGR.
Na Segunda Guerra Mundial, assistiu a confrontos entre a resistência partisan e as forças fascistas e nazis alemãs. Foi libertada pelos partisans iugoslavos em 1945 e administrada pelo exército britânico e americano até 1947, quando passou a integrar a Jugoslávia. Em 1991, passou a fazer parte da Eslovénia independente.
Hoje em dia, a economia de Sežana vive da indústria, da agricultura, especialmente da vitivinicultura e do turismo, aproveitando a proximidade de Liubliana, de Trieste e da costa do Adriático. Entre os pontos turísticos mais interessantes estão a Coudelaria Lípica, as Grutas de Škocjan e a vila fortificada de Štanjel.
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